Alessandra Abreu - Espaço Terapêutico

"Um funcionamento inadequado da psique pode causar tremendos prejuizos ao corpo, da mesma forma que, inversamente, um sofrimento corporal pode afetar a psique, pois psique e corpo não estão separados, mas sim animados por uma mesma vida." Carl Gustav Jung

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

As quatro funções do Feminino e a Dança do Ventre



A Dança do Ventre desperta em especial quatro das atuações do Feminino Sagrado: a Mulher, a Mãe, a Guerreira e a Anciã com a sua sabedoria.
Os movimentos de ondulações, batidas e shimmies praticados pela bailarina são símbolos do corpo para a expressão das emoções de quem dança. Cada movimento possui seu significado e mistério, está atrelado a um conhecimento simbólico e histórico que as bailarinas trazem consigo.
Em meio a tanto encanto e suavidade, percebe-se o auto-controle, a força, a resistência... a disponibilidade de acolher, alegrar e encantar quem presencia esta dança tão feminina.
A sensibilidade que é despertada entra em harmonia com a intuição e com a auto-estima da bailarina, trazendo o impulso de realização de melhores escolhas no cuidado consigo mesma e com os rumos tomados em vida.
Aliás, falando em vida... a Mulher descobre que esta conexão com o corpo transmite uma inigualável sensação de estar viva e de aproveitar cada instante com consciência e responsabilidade, oferecendo o melhor a seu corpo, mente e espírito a cada momento. Estas são, entre outras características, as quatro funções do Feminino Sagrado!

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

A Dança: alguns de seus Mitos e Símbolos


São muitos os estudos que relatam a Dança presente em diversas culturas e a relação desta com a natureza e com o Sagrado. Há cerca de seis mil anos, os egípcios reverenciavam Vênus dançando a dança da Estrela da Manhã, quando os astros noturnos desapareciam, visando manter a ordem celeste. Dançava-se figurando o movimento dos planeta. Os egípcios também homenageavam o fluxo e refluxo do rio Nilo, cujos ritmos comandavam os trabalhos de semeadura e colheita, imagens da morte e ressureição da natureza eram celebradas na primavera, nos mitos e ritos das danças que evocavam Ísis e Osíris.
Entre os gregos, diz-se que "o teatro nasceu da dança, a dança do teatro e ambos de Dionisos". A frase refere-se a um cerimonial de amassamento de uvas para fazer vinho. Os pisadores cantavam e dançavam, num ritmo que contagiava a todos, até que, fatigados, eam substituídos por outros pisadores que faziam parte da platéia e que através de cantos acompanhavam o ritmo dos primeiros. Toda a população participava deste cerimonial, formando fileiras concêntricas em torno do tanque onde se amassava as uvas, aguardando a sua vez, num processo que unia a dança ao trabalho, a dança mais uma vez Sagrada ao celebrarem o Deus Dionisos.
No Brasil, o ritual do amassamento de grãos para a feitura da farinha foi herdado das danças indígenas. Em danças circulares, o pagé defumava os guerreiros dançarinos para transmitir-lhes o espírito da coragem.
Para os africanos, o trabalho do plantio e da colheita eram pontuados por cânticos, que potencializavam a força dos trabalhadores e transformavam o trabalho agrícola em uma extensa cerimônia cantada e dançada, que desdobrava-se até o momento da batedura das espigas e da moenda dos grãos. Esta prática ainda existe inclusive no Brasil, em algumas regiões do interior da Bahia.
Já a dança indiana tem origem celestial. A dança de Shiva, o "Senhor da Dança", expressa a conservação e a destruição do mundo, assim como os ciclos permanentes da atividade divina.
Portanto, a dança representa a procedência de um indivíduo, a sua "tribo", seus costumes, seu universo sagrado em comunhão com os grandes ritmos humanos da comunidade. Segundo Garaudy (1980), "a dança nos revela a unidade de todo momento do corpo com um movimento psíquico, mostrando que o físico e o espiritual não são dois domínios separados, mas sim, dois aspectos de uma mesma realidade".

Fontes: Dança, um caminho para a totalidade. De Bernhard Wosien.
Dança, símbolos em movimento. De Marie-Gabriele Wosien.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Você já conversou com seu corpo hoje?




Sobre a Consciência Óssea

Aprender a reconhecer nosso corpo por dentro e por fora promove profundas transformações na nossa postura diante da vida.

Poder perceber as formas dos ossos, seu tamanho, sua direção no espaço, a posição que ele ocupa dentro do nosso corpo é uma experiência maravilhosa.

Desenvolver a consciência óssea amplifica a nossa forma de olhar para a nossa estrutura e eixo de equilíbrio, no corpo e na vida. É importante tocá-los, deslizá-los e movê-los sentindo suas direções no espaço... é oferecer a si mesmo um momento de atenção para se perceber sua estrutura, o espaço que os separa dos músculos e da pele.

Este trabalho de conscientização melhora a nossa postura e a noção de alinhamento, tanto em termos de movimento como com relação ao apoio e sustentação. Amplia a consciência corporal de forma integrada e conecta o Ser à uma sensação de solidez, confiança, permanência e de estabilidade interna.

Aprender a dirigir a atenção para as partes do corpo aumenta a sensibilidade e a fluidez energética, amplia a capacidade de sentirmos o corpo como um todo e nos ensina a procurar recursos internos para liberar tensões. Não há parte do corpo que deixe de reagir quando as tratamos com afeto e atenção.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Sobre os Florais de Bach





De acordo com Dr Edward Bach, "cure a causa, não a doença".

Assim agem os Florais. Eles são 38 essências extraídas de flores e plantas, que atuam no reequilíbrio do Ser Humano, promovendo a percepção de Si mesmo. Cada sintoma do corpo, da mente e do espírito nos transmite uma mensagem particular, que precisamos aprender a perceber e reconhecer, integrando estas mensagens na nossa caminhada.
As essências florais, portanto, restauram a harmonia da auto-percepção dos pontos de necessidade de elaboração e transformação da nossa personalidade, onde as energias vitais estão bloqueadas ou mal canalizadas, promovendo contato com a nossa totalidade e com a nossa fonte verdadeira de energia vital.
"A magia de um jardim é capaz de nos transportar para dentro de nós mesmos e dos nossos sonhos mais secretos." Denise Cordeiro

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Aromaterapia - Um caminho para a cura em forma de Arte Alquímica




"Perfume, o casamento inebriante e impalpável das essências das ervas e das especiarias, plantas e flores, córtex, animal e árvore - é a máquina que move o universo. Desde tempos remotos, as pessoas encontram prazer em esfregar substâncias fragrantes na pele. Atemporal e universal, a fragrância tem sido uma poderosa força em rituais, medicinas, mitos e conquistas. O perfume tem ajudado as pessoas a rezar, a curar, fazer amor e guerra, preparar-se para a morte, para criar. Enfim, a inspiração está ligada ao ato de inalar..." Mandy Aftel

A Aromacologia (nome científico da Aromaterapia) é o estudo das inter-relações entre aromas e seus efeitos psicofisiológicos.
Os óleos essenciais utilizados nos compostos aromáticos possuem propriedades terapêuticas que atuam no ser humano produzindo respostas físicas e emocionais. São poderosos contribuintes no re-equilíbrio do organismo como um todo.

Como funciona? De forma simples, como tudo o que é profundo.
Tanto através da penetação do óleo aromático na corrente sanguínea como a inalação do mesmo. Neste caso, o aroma penetra pelo olfato, ativando determinadas áreas do sistema límbico e do hipotálamo, que controlam a maioria das funções vegetativas e endócrinas do corpo. O estímulo de regiões específicas controla e altera determinadas características motivacionais, harmonizando desequilíbrios como fadiga, angústia, agressividade, medos, gula, ansiedade etc. A aromaterapia atua na atitude geral de um organismo, sua disposição e o tom afetivo desta no Ser. O caminho é o mesmo quando o óleo penetra na corrente sanguínea através do toque da massagem.


Para quem quiser experimentar...

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Shantala - O Com-tato com o Ser


"Nutrir a criança?
Sim.
Mas não só com o leite.
É preciso pegá-la no colo.
É preciso acariciá-la, embalá-la.
E massageá-la.

É necessário conversar com a sua pele,
falar com as suas costas
que têm sede e fome,
como a sua barriga.

Nos países que preservaram
o profundo sentido das coisas,
as mulheres ainda se recordam disso tudo.
Aprenderam com suas mães
e ensinarão às filhas
essa arte profunda, simples
e muito antiga
que ajuda a criança a aceitar o mundo
e a sorrir para a vida."

Fréderick Leboyer



A Shantala é uma massagem para bebês e crianças que foi trazida para o Ocidente pelo médico Leboyer. Shantala é o nome de uma moça paralítica indiana.
Dr. Leboyer se encantou ao vê-la massageando seu bebê todas as manhãs e assim passou a ensinar através de seus livros esta técnica de massagem, homenageando-a com o nome da moça indiana.
Através do toque, acontece a ampliação da experiência sensorial da criança e desenvolve-se a consciência corporal, proporcionando benefícios físicos e emocionais. A criança passa a enxergar o corpo como um instrumento de comunicação.

Efeitos Fisiológicos da Massagem:

Aumento da circulação sanguínea e linfática, aumento do fluxo de nutrientes, remoção dos produtos catabólicos e metabólicos, estimulação do processo de cicatrização, resolução do edema e hematoma crônico, aumento dos movimentos das articulações, facilitação da atividade muscular, estimulação das funções autonômicas, estimulação das funções viscerais, remoção das secreções pulmonares e promoção do relaxamento loocal e geral.


Efeitos Psicológicos da Massagem:

Relaxamento físico, alívio da ansiedade e tensão, estimulação da atividade física, alívio da dor, sensação de bem-estar geral, aceitação do toque.


Indicações da Shantala:

Distúbios do sono, da fala, passividade, hiperatividade, irritação e tiques nervosos e distúrbios respiratórios.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Dança Terapêutica - o Corpo em Expressão



“Um funcionamento inadequado da psique pode causar tremendos prejuízos ao corpo, da mesma forma que, inversamente, um sofrimento corporal pode afetar a psique, pois a psique e o corpo não estão separados, mas sim animados por uma mesma vida...”
Carl Gustav Jung

O DESPERTAR DO FEMININO

A dança é um caminho para o auto-conhecimento. É também uma das formas de expressão do Feminino Sagrado, que possibilita à Mulher o despertar dos sentidos dos seu corpo, promovendo equilíbrio físico e emocional.
Em contato consigo mesma, a Mulher liberta seu potencial criativo, resgata a plenitude de seu mundo interior, expressa sua beleza e percebe-se como integrante do movimento do Universo.

"A primeira forma do ser humano tomar consciência de si mesmo é através do contato com o próprio corpo. Nosso corpo é a nossa casa."
Ale Abreu